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Eu não tinha a intenção de fazer do blog um diário, mas não é bem disso (apesar da máscara de) que trato aqui, é sobre o encanto da situação cuja fiz parte essa noite. Tinha que rolar uma coisa dessas algum dia, logo eu que prezo pela harmonia situada!
Toda a feliz situação começou quando faltei aula de Hermenêutica pra... pra nada. Tenso, não digo isso com orgulho, é que eu fui encontrar uma amiga que tava com saudades de mim! HAUHA! Ela fez birra quando eu disse que não ia sair com ela, ficou toda enciumada. Ficamos conversando merda até o resto do povão chegar. Decidimos de sopetão ir no rodízio de sushi perto da facul. Lá eu tive a brilhante idéia de deixar um amigo envergonhado. Eu nunca vi ele daquela cor, doido! UAHAU! Foi ma onda: a gente cantou parabéns pra ele sem ter sido seu aniversário! Todos ali começaram a bater palma também, e quanto mais palmas se escutava, mais vermelho ele ficava! Participamos de uma DR entre os namorados da mesa. Mas foi só de zueira, creio.
Do sushi ao Marco Zero, onde encontramos com mais algumas people previstas. E rolou um estranhamento entre duas gentes por lá. Foi o momento tenso da noite, eu me sentia na obrigação de resolver, eu tentei, mas se não funcionar, to no "foda-se on". Foi uma merda por ter interrompido a vibe com a galera pra resolver esse probleminha ae. Fomos dar uma voltinha pelo Recife Antigo, na hora de voltar pro Zero, teve um povo la com frescura por causa do frio e tals... A gente sentou na frente do carro pro cara num ir embora! AHUAH!! Eles foram e nós ficamos, no zero, jogando "quem sou?", conhecem? Jogo de vagabundo mesmo! Foi quando a galere decidiu ir embora. Mó absurdo!! Meu relógio ainda contava 2h!! Eu não queria ir embora, apesar de ter de ir pra resolver uma prova. Deixei pra depois, fui procurar refúgio em outras pessoas, que estavam num barzinho no Antigo mesmo. Chegando no bar, essa galera, da qual eu só conhecia uma personalidade, estava indo pro Zero. Na ida, encontramos mais um e outro, todos ao Zero.

Toda a feliz situação começou quando faltei aula de Hermenêutica pra... pra nada. Tenso, não digo isso com orgulho, é que eu fui encontrar uma amiga que tava com saudades de mim! HAUHA! Ela fez birra quando eu disse que não ia sair com ela, ficou toda enciumada. Ficamos conversando merda até o resto do povão chegar. Decidimos de sopetão ir no rodízio de sushi perto da facul. Lá eu tive a brilhante idéia de deixar um amigo envergonhado. Eu nunca vi ele daquela cor, doido! UAHAU! Foi ma onda: a gente cantou parabéns pra ele sem ter sido seu aniversário! Todos ali começaram a bater palma também, e quanto mais palmas se escutava, mais vermelho ele ficava! Participamos de uma DR entre os namorados da mesa. Mas foi só de zueira, creio.
Do sushi ao Marco Zero, onde encontramos com mais algumas people previstas. E rolou um estranhamento entre duas gentes por lá. Foi o momento tenso da noite, eu me sentia na obrigação de resolver, eu tentei, mas se não funcionar, to no "foda-se on". Foi uma merda por ter interrompido a vibe com a galera pra resolver esse probleminha ae. Fomos dar uma voltinha pelo Recife Antigo, na hora de voltar pro Zero, teve um povo la com frescura por causa do frio e tals... A gente sentou na frente do carro pro cara num ir embora! AHUAH!! Eles foram e nós ficamos, no zero, jogando "quem sou?", conhecem? Jogo de vagabundo mesmo! Foi quando a galere decidiu ir embora. Mó absurdo!! Meu relógio ainda contava 2h!! Eu não queria ir embora, apesar de ter de ir pra resolver uma prova. Deixei pra depois, fui procurar refúgio em outras pessoas, que estavam num barzinho no Antigo mesmo. Chegando no bar, essa galera, da qual eu só conhecia uma personalidade, estava indo pro Zero. Na ida, encontramos mais um e outro, todos ao Zero.

Mais uma vez voltei ao Zero e sentei, mas não com as mesmas pessoas que comecei a noite. Sentados, vimos mais três pessoas sentarem um pouco afastados da gente com um violão. Decidimos sentarmos com eles. Um daqueles três eu ja conhecia de outros vendavais, mas os outros dois eram novidades. Sentamos. Éramos agora umas 10 pessoas sincronizadas ao som do violão! Estava frio, o céu sem algodões, claro e brilhante! Muitas estrelas faziam parte da harmonia com a gente, eu podia escutá-las cantando Raul com a gente! Não só as estrelas como também o vento frio cantava Renato Russo com a gente... Nesse momento de intensa felicidade que eu vivia ali, decidi pegar meu caderno e começar a escrever. Comecei com uma frase, mas, uma amiga que muito estimo quis saber o que tava ali escrevendo: entreguei o caderno e ela continuou. E assim se seguiu por um tempinho, eu escrevia uma parte, ela outra, quando chegou um dos tocavam violão, não entendeu nossas letras AHUAHUA! e eu li tudo pra ele. Pra minha surpresa: ele gostou, e ainda disse que queria musicar aquilo. Ri e concordei. Ri e concordei. Não ia deixar vocês curiosos, digitei o que está escrito no papel, mas o papel em si é confidencial:
"Eu sonhei, um dia, que sonhos se tornaram realidades, que o amor não mais era uma ilusão... Apesar de nunca ter sido, as pessoas apenas não o tinha descoberto. Na verdade isso, talvez somente isso, mova o mundo. A situação naquela ocasião era de puro amor. Éramos todos desconhecidos mas nos tornávamos uno pela relação tão subjetiva: amor. O amor nada mais é que um conjunto de singelas emoções que contradizem-se através de... mas de que mesmo? Perda de sentidos, encontro do calor de dois corpos. Tenho pego a idéia. EROTISMO. Essa é a base... me disseram ser o movimento para o outro. O movimento. Liberação de um sentimento omitido no limbo de nossas falhas estruturas, quem sabe irreparáveis que voam entre seus cabelos reluzentes... É esse o valor impenetrável do devaneio. O que deixam de aproveitar quando encarnado o espírito Apolíneo que nos mostra Nietzsche? Uma revisão e mais uma procrastinação. É desse viver, ou decente morrer. Foi quando estive com uma caneta em mãos..."
"Eu sonhei, um dia, que sonhos se tornaram realidades, que o amor não mais era uma ilusão... Apesar de nunca ter sido, as pessoas apenas não o tinha descoberto. Na verdade isso, talvez somente isso, mova o mundo. A situação naquela ocasião era de puro amor. Éramos todos desconhecidos mas nos tornávamos uno pela relação tão subjetiva: amor. O amor nada mais é que um conjunto de singelas emoções que contradizem-se através de... mas de que mesmo? Perda de sentidos, encontro do calor de dois corpos. Tenho pego a idéia. EROTISMO. Essa é a base... me disseram ser o movimento para o outro. O movimento. Liberação de um sentimento omitido no limbo de nossas falhas estruturas, quem sabe irreparáveis que voam entre seus cabelos reluzentes... É esse o valor impenetrável do devaneio. O que deixam de aproveitar quando encarnado o espírito Apolíneo que nos mostra Nietzsche? Uma revisão e mais uma procrastinação. É desse viver, ou decente morrer. Foi quando estive com uma caneta em mãos..."
Ficou bem adolescente, né? AHUAHA! Mas enfim, não sei se nada disso é interessante, talvez vocês devessem estar lá pra entender. Eu ria só!! Foi incrível. Estava ali de fato transcendido (sem nenhuma droga em momento algum, vale lembrar). Amanheceu que nós nem vimos, mal olhamos pro lado e já estava tudo claro. E estava na hora da gente trocar os contatos e se despedir. Eu tava guardando o caderno quando alguém solta um som de exclamação “Voltaire!”. Tinha um livro dele na minha bolsa. Era um daqueles três que chegaram com violão. A gente começa conversar um pouco sobre filosofia e ele me passou uma lista de livros que ele acha interessante e tal. Lista de livros densos e pesados. Falam de angústia, suicídio, temas assim pelo que pude notar. Ele mandou-me eu tomar tanto cuidado com a leitura dos livros que eu acho até inapropriado por a lista de livros aqui. Ele perguntou se eu conhecia tanto escritor que eu fiquei até com vergonha de dizer que não... HAUHA! Mas eu neguei o que eu não conhecia mesmo. E ele sacava tanto de filosofia que eu perguntei o que ele fazia da vida e ele respondeu que fazia Psicologia. Eu até perguntei se ele ja tava avançado por saber tanto, e foi quando ele disse que tava no "4º período mas ó: o tempo não precisa ser retilíneo... saca?". E eu fiquei com cara de "poha, suave". Procurarei ler toda essa literatura que ele me indicou.
Então, eu não sei se eu consegui transmitir o que eu queria. Não sei se era minha sensação de liberdade por estar no Marco Zero com a maioria das pessoas desconhecidas como eu quis expressar no papel ali... E eu sempre disse aos amigos que quando estou no Zero me sinto bem por essa questão dele ser abertão e tals... Mas tomara que vocês peguem a idéia da paz interna, desde o local, as pessoas, a paisagem, as conversas, as músicas...
Ah, e deixo mais uma indicação de banda: God Is An Astronaut! É uma banda de post-rock instrumental que consegue mexer com meus sentimentos sem precisar de letras. Acho incrível suas músicas por elas começarem devagarzinho e irem aumentando a velocidade de pouco em pouco: é como se começasse com uma harmonia tranquila até chegar à um estado de completo desespero. Então, uma música expressa bastante isso é Suicide By Stars. E esse vídeo que eu trouxe aqui é o mais foda de todos, coube perfeitamente as imagens de 2001 – A Space Odyssey com a música. Vale a pena conferir!

Matheus, como participei de uma parte dessa história observei enquanto tudo ocorria. Olha, a sensação de paz é imensa mesmo e a voz e violão só aumentava isso. O acadêmico de Psicologia é uma figura intensa. Vi muito de você nele.
ResponderExcluirEspero que você continue escrevendo... não me importa muito se vai ser como um diário ou não. Mas sua escrita, seus assuntos, quase sempre desconstroem pontos que pensei serem sólidos.
Beijos.