Caminhos nessa estrada
vendavais.
Notícias guardadas
não colam mais.
Você, justiça,
não mais se faz.
Grandões secos,
verdade se esvai.
Fe-... Ferro. Ferro?
Fé! Onde vais?
Jardim? Haha!!
Nunca mais verás.
Esperança, senhora!
Por ... Sobreviverás?
Se ela soubesse...
Cansei. Café.
Quase Isto!
Onde a palavra não tem valor limitativo...
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
De vez em quando:
Há no mundo daquelas criaturas
que conseguem...
É apenas um olhar que engrandece,
Que lhe enche a alma de harmonia.
O movimento surdo do seu corpo
compõe a mais bela melodia.
Seu sorriso, um transformar.
Traz consigo o mais estimado paraíso
de nuvens infantis.
Admiráveis...
Aproximação contaminadora:
de longe escuta-se o delicado passo
trazendo o aroma mais sofisticado;
felizes transeuntes!
Quantas palavras!
Veio.
Alegria, alegria...
Fim.
.
castigo
que conseguem...
É apenas um olhar que engrandece,
Que lhe enche a alma de harmonia.
O movimento surdo do seu corpo
compõe a mais bela melodia.
Seu sorriso, um transformar.
Traz consigo o mais estimado paraíso
de nuvens infantis.
Admiráveis...
Aproximação contaminadora:
de longe escuta-se o delicado passo
trazendo o aroma mais sofisticado;
felizes transeuntes!
Quantas palavras!
Veio.
Alegria, alegria...
Fim.
.
castigo
sábado, 4 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Escuta
Estou preso, mãe
Olha o sol,
ele beija o trem!
Olhe para os campos,
Salve-me!
Quando as portas...
elas são azuis,
Claro, elas significam!
Abra os olhos,
sinta o alvorecer!
Vá à maçã
Você consegue,
jamais falhou!
Não é diferente,
apenas nomes!
Sonhos e regalias
Fonte cheia,
flutue metaforicamente!
Euforicamente, força,
Acordes!
Olha o sol,
ele beija o trem!
Olhe para os campos,
Salve-me!
Quando as portas...
elas são azuis,
Claro, elas significam!
Abra os olhos,
sinta o alvorecer!
Vá à maçã
Você consegue,
jamais falhou!
Não é diferente,
apenas nomes!
Sonhos e regalias
Fonte cheia,
flutue metaforicamente!
Euforicamente, força,
Acordes!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Admissão
Tenho sido acusado de ser individualista, no momento eu só sabia que não era, ou se sou, isso é normal, mas não conseguia pensar devido à euforia do choque. A princípio realmente fez sentido a acusação e é por isso que me intrigou e fui pensar a respeito (realmente, você ja deve perceber que a opinião alheia importa bastante, mas eu posso tanto recusar como aceitar e levar a opinião pra debaixo do chuveiro - sem deixa-la escurregar pelo ralo). Cheguei num resultado satisfatório.
Primeiro, o que seria então individualismo? Entendo como se fosse a ação ou pensamento ligado às particularidades pessoais, é a execução da liberdade individual. Individualismo é como se fosse o reconhecimento de você para consigo próprio, um descobrimento (ou redescobrimento, constante ou não) das suas particularedades e de você como uma unidade inserida num contexto. Sendo assim o individualista quer cuidar das coisas que lhe dizem respeito, que não é necessariamente prejudicar os que lhe cercam. E sinto isso em mim: o individualista é aquela pessoa que não espera nada dos outros e pouco dá de si, e quando dá, não é por que o destinatário passou por alguma "prova". O individualista sabe lidar consigo próprio, o que o salva de dependências e usurpações. Como diria uma pessoa: esse conceito ta fofo (frouxo). Realmente ta fofo, na verdade ele é fofo.
De uma coisa eu tenho certeza, esse termo não pode ser confundido com egoísmo, coisa que remete ao não compartilhamento das coisas possuídas e exigência do compartilhamento das coisas alheias, de forma a querer tirar vantagem apenas para si. O egoísta quer tirar vantagem dos relacionamentos pois são eles pessoas envergonhadas de suas próprias atitudes que geralmente demonstram dependência de companhia, proteção, até atenção... O egoísta não tem força, e não a encontra, para viver num mundo inseguro, efêmero onde as coisas vão e vem a qualquer momento sem uma lei que as segurem em algum canto fixo, e por isso na maioria das vezes não aceitam mudanças, pois eles terão que mudar sua estratégia de convivência, o que é inconveniente pra ele. E, com a apropriação daquilo que não lhe pertence, ele quer mudar as coisas conforme a sua vontade, como já dito, para que seja vantajoso para ele.
Eu tenho uma leve impressão de onde pode vir essas desavenças, preocupações, e por que isso causa tanto problema. Nossa sociedade valoriza demais a troca constante de sentimentos (quais sejam lá os mais diversos tipos) e as pessoas que dão muito de si e pouco exigem (generosos), como se esse fosse o certo a ser vivido. Talvez isso seja um reflexo da influência cristã no povo, também não tenho certeza. Então, quando é exigido do individualista - aquela pessoa mais reservada que não tem empatia com trocas - algo que não é de acordo, ele é tido por egoísta. Já o egoísta, como sobrevive dos escambos, quando bate de frente com um individualista acusa também este de egoísmo por não seguir as leis cambiais. Também não quero dizer com isso que os generosos são tipo pessoas ingênuas, bobinhas... Nada disso, podem ser pessoas bastante espertas o suficiente para entender o que se passa ao seu redor, inclusive você pode ser individualista e generoso ao mesmo tempo, no sentido de que dá muito de si, no entanto, não gosta de ser cobrado: esse dar muito de si tem conotação espontânea. E com isso eu quero chegar nessa conclusão: são formas de viver que podem ser adotadas ou não, são escolhas, é a execução da liberdade individual. Pronto.
Eu não precisaria dizer mais nada, pois é sabido que não me encaixo na situação do egoísta, e quem me julgava como tal, perceberá a diferença e o ar de "egoista" perderá seu valor, sendo substituído pelo "individualista". Passando da generalização, onde colocamos a par os conceitos, a parte mais individual, o objetivo do post está quase completo.
O que causa mais problema, não com as outras pessoas mas de mim, para comigo mesmo, é a questão do compartilhar sentimentos. Sempre tive dificuldade em lidar com isso. ¹Quando eu comecei a pensar nas coisas, não aceitando elas como chegam à meu entendimento, eu pensava parecido com os iluministas, na época quando uns catorze ou quinze anos eu me identificava com eles, e como você sabe, eles prezam absolutamente pela razão, ignorando tudo que possa ser absorvido através das sensações, sentimentos; e eu interpretava isso de modo errado, não seria possível uma criança de quinze anos entender o iluminismo (não acho que tenho maturidade pra isso agora, quanto mais praquela época!), e achava que as pessoas deveriam, segundo eles, serem duronas. Pois bem, eu estava errado, e mudei. ²Não sei se a mudança foi pra bom ou pra ruim, sei que me abri para os sentimentos, mas ainda de forma recatada, sem demonstrá-los, tipo aquela música do Raul "por muito tempo eu sentia vergonha das coisas que sinto e disfarçado escrevia difícil só pra complicar". Apesar disso, eu sempre fui do tipo generoso citado lá em cima. Só que, não percebia a situação. Quando vim perceber que dava muito em troca de nada, rompi com essa situação, entrando numa terceira fase. Rompi com a generosidade de uma vez.
Tal ³atitude aconteceu como se eu tivesse me "desmascarado". As pessoas ao meu redor sentiram bastante a falta daquela pessoa que estava sempre aceitando a opinião e críticas alheias de mão beijada (inclusive acho que foi por isso que meu primeiro e único namoro acabou por causa disso). Porém, eu tinha descoberto minhas particularidades, minha personalidade, e eu queria exercê-las, e, acostumado com meu outro eu, as pessoas não deixavam, a única saída que tive foi ser rude com esse tipo de atitude repressiva. Mas aí eu vi que as coisas não eram da forma que eu pensava, devido a algumas conversas em meiado de dois mil e nove (que aconteciam no onibus, me lembro como ontem). As pessoas eram culpadas por minhas mudanças, mas, é normal das pessoas ("normais") não tolerarem isso, e deixei isso pra lá, e passei a ser mais expressivo com algumas pessoas que importavam mais. Estava me dando bem com a nova situação, de expressão, era como um alívio poder contar com/para alguém. Digamos que fora um potencializador.
E então me *ocorreu mais uma nova mudança, lá pelo finzinho de dois mil e nove e início de dois mil e dez, foi quando me ensinaram a importância do sentimento de fato. Até então eu tinha medo daquilo que sentia, mas mesmo assim era inevitável. Mas, como me ensinaram o valor de tal coisa, gostei. Era uma coisa nova. Eu não tenho como discrever com palavras a sensação, a linguagem é insuficiente, vocês devem usar a imaginação agora. Era uma coisa que realmente me fazia muito bem. Enfim. A questão é que, desde lá eu tenho amadurecido nesse campo do sentimentos e relações, acho-o bastante importante. É como um colorir, as vezes cinza outras vezes nem tanto. Mas o que eu aprendi não foi fruto de um isolamento comigo mesmo, mas aprendi com as pessoas que estavam próximas, ou que eu pensava estar. E não trato mais o sentimento como um peso a ser escondido, ou um fardo a ser carregado nas costas. Mas então, essa é a origem do meu individualismo. E o parágrafo a seguir mostra como acontece.
Minhas escolhas são minhas, ninguém pode fazê-las por mim. O que sou, fui eu que escolhi, com instrução ou não. Eu sou responsável por mim mesmo, e minha felicidade não deve depender de ninguém, a não ser de mim. A minha felicidade não está em ninguém, a grande questão é que "alguéns" podem ser os potencializador da minha felicidade.
Devido à essa liberdade individual expressa, creio eu, com bastante clareza, eu não gosto de ter nada cobrado. Por exemplo, se o indivíduo Alfa pergunta se o Beta esta bem, é natural que se responda de maneira simples, com sim ou não. Mas, se o Alfa quer saber ainda mais sobre o Beta, temos um problema. Se o Beta julga necessário o Alfa saber de alguma coisa, ele vai fazê-lo sem que o Alfa pergunte ou cobre alguma coisa. Me coloco no lugar do Beta. Se eu julgar Alfa alguém de confiança bem, senão, Alfa é um curioso pra mim. Por isso que o Beta não vai perguntar nunca coisas do tipo, pois assim estaria infligindo a liberdade alheia, ou a resposta poderia sair de uma forma que não fosse espontânea e obtendo uma resposta "falsa" (mascarada, do tipo "influenciada"). E necessário que Alfa procure Beta por espontaneidade, e não por que esse o procura. Aah, esse alguém de confiança... Pois bem, isso é outro ponto.
Eu julgo alguém de confiança independentemente se ele passa por testes (e eu nem os faço) ou não, eu julgo ser de confiança alguém por sua natureza, e não tento modelá-lo no sentido de "pra ele ser confiante ele tem que ser dessa forma". Não! As pessoas são dos mais variados tipos! E eu devo respeitar elas do jeito que elas são, no sentido de que ou eu julgo ela confiante dessa forma ou simplesmente não, e não exijo que ela seja de tal forma pra que ela seja confiante. E é bom lembrar também que eu julgo alguém sem esperar dessa pessoa relação recíproca, isso é o não esperar do outro, o contrário sim seria egoísmo, ou não?! Se alguém é solitário é por que escolheu desta forma, pois ele tem a liberdade de escolher seus amigos. Mas ele deverá primeiro aprender a não esperar dos outros. E o que fica de aprendizado é: se sou infeliz, a culpa é minha e de mais ninguém! Você é responsável por si, já diria Sartre.
Se fosse qualquer à fazer a acusação eu não daria o trabalho de responder com tamanha vontade. Talvez não seja assim que as coisas acontecem, pode haver algo obscuro no meu inconsciênte, posso estar sendo enganado por um Gênio Malígno cartesiano, eu sei que é Quase Isto!
Depois, então, um pouco do velho e bom Acid Rock: Somebody To Love - Jefferson Airplane
Primeiro, o que seria então individualismo? Entendo como se fosse a ação ou pensamento ligado às particularidades pessoais, é a execução da liberdade individual. Individualismo é como se fosse o reconhecimento de você para consigo próprio, um descobrimento (ou redescobrimento, constante ou não) das suas particularedades e de você como uma unidade inserida num contexto. Sendo assim o individualista quer cuidar das coisas que lhe dizem respeito, que não é necessariamente prejudicar os que lhe cercam. E sinto isso em mim: o individualista é aquela pessoa que não espera nada dos outros e pouco dá de si, e quando dá, não é por que o destinatário passou por alguma "prova". O individualista sabe lidar consigo próprio, o que o salva de dependências e usurpações. Como diria uma pessoa: esse conceito ta fofo (frouxo). Realmente ta fofo, na verdade ele é fofo.
De uma coisa eu tenho certeza, esse termo não pode ser confundido com egoísmo, coisa que remete ao não compartilhamento das coisas possuídas e exigência do compartilhamento das coisas alheias, de forma a querer tirar vantagem apenas para si. O egoísta quer tirar vantagem dos relacionamentos pois são eles pessoas envergonhadas de suas próprias atitudes que geralmente demonstram dependência de companhia, proteção, até atenção... O egoísta não tem força, e não a encontra, para viver num mundo inseguro, efêmero onde as coisas vão e vem a qualquer momento sem uma lei que as segurem em algum canto fixo, e por isso na maioria das vezes não aceitam mudanças, pois eles terão que mudar sua estratégia de convivência, o que é inconveniente pra ele. E, com a apropriação daquilo que não lhe pertence, ele quer mudar as coisas conforme a sua vontade, como já dito, para que seja vantajoso para ele.
Eu tenho uma leve impressão de onde pode vir essas desavenças, preocupações, e por que isso causa tanto problema. Nossa sociedade valoriza demais a troca constante de sentimentos (quais sejam lá os mais diversos tipos) e as pessoas que dão muito de si e pouco exigem (generosos), como se esse fosse o certo a ser vivido. Talvez isso seja um reflexo da influência cristã no povo, também não tenho certeza. Então, quando é exigido do individualista - aquela pessoa mais reservada que não tem empatia com trocas - algo que não é de acordo, ele é tido por egoísta. Já o egoísta, como sobrevive dos escambos, quando bate de frente com um individualista acusa também este de egoísmo por não seguir as leis cambiais. Também não quero dizer com isso que os generosos são tipo pessoas ingênuas, bobinhas... Nada disso, podem ser pessoas bastante espertas o suficiente para entender o que se passa ao seu redor, inclusive você pode ser individualista e generoso ao mesmo tempo, no sentido de que dá muito de si, no entanto, não gosta de ser cobrado: esse dar muito de si tem conotação espontânea. E com isso eu quero chegar nessa conclusão: são formas de viver que podem ser adotadas ou não, são escolhas, é a execução da liberdade individual. Pronto.
Eu não precisaria dizer mais nada, pois é sabido que não me encaixo na situação do egoísta, e quem me julgava como tal, perceberá a diferença e o ar de "egoista" perderá seu valor, sendo substituído pelo "individualista". Passando da generalização, onde colocamos a par os conceitos, a parte mais individual, o objetivo do post está quase completo.
O que causa mais problema, não com as outras pessoas mas de mim, para comigo mesmo, é a questão do compartilhar sentimentos. Sempre tive dificuldade em lidar com isso. ¹Quando eu comecei a pensar nas coisas, não aceitando elas como chegam à meu entendimento, eu pensava parecido com os iluministas, na época quando uns catorze ou quinze anos eu me identificava com eles, e como você sabe, eles prezam absolutamente pela razão, ignorando tudo que possa ser absorvido através das sensações, sentimentos; e eu interpretava isso de modo errado, não seria possível uma criança de quinze anos entender o iluminismo (não acho que tenho maturidade pra isso agora, quanto mais praquela época!), e achava que as pessoas deveriam, segundo eles, serem duronas. Pois bem, eu estava errado, e mudei. ²Não sei se a mudança foi pra bom ou pra ruim, sei que me abri para os sentimentos, mas ainda de forma recatada, sem demonstrá-los, tipo aquela música do Raul "por muito tempo eu sentia vergonha das coisas que sinto e disfarçado escrevia difícil só pra complicar". Apesar disso, eu sempre fui do tipo generoso citado lá em cima. Só que, não percebia a situação. Quando vim perceber que dava muito em troca de nada, rompi com essa situação, entrando numa terceira fase. Rompi com a generosidade de uma vez.
Tal ³atitude aconteceu como se eu tivesse me "desmascarado". As pessoas ao meu redor sentiram bastante a falta daquela pessoa que estava sempre aceitando a opinião e críticas alheias de mão beijada (inclusive acho que foi por isso que meu primeiro e único namoro acabou por causa disso). Porém, eu tinha descoberto minhas particularidades, minha personalidade, e eu queria exercê-las, e, acostumado com meu outro eu, as pessoas não deixavam, a única saída que tive foi ser rude com esse tipo de atitude repressiva. Mas aí eu vi que as coisas não eram da forma que eu pensava, devido a algumas conversas em meiado de dois mil e nove (que aconteciam no onibus, me lembro como ontem). As pessoas eram culpadas por minhas mudanças, mas, é normal das pessoas ("normais") não tolerarem isso, e deixei isso pra lá, e passei a ser mais expressivo com algumas pessoas que importavam mais. Estava me dando bem com a nova situação, de expressão, era como um alívio poder contar com/para alguém. Digamos que fora um potencializador.
E então me *ocorreu mais uma nova mudança, lá pelo finzinho de dois mil e nove e início de dois mil e dez, foi quando me ensinaram a importância do sentimento de fato. Até então eu tinha medo daquilo que sentia, mas mesmo assim era inevitável. Mas, como me ensinaram o valor de tal coisa, gostei. Era uma coisa nova. Eu não tenho como discrever com palavras a sensação, a linguagem é insuficiente, vocês devem usar a imaginação agora. Era uma coisa que realmente me fazia muito bem. Enfim. A questão é que, desde lá eu tenho amadurecido nesse campo do sentimentos e relações, acho-o bastante importante. É como um colorir, as vezes cinza outras vezes nem tanto. Mas o que eu aprendi não foi fruto de um isolamento comigo mesmo, mas aprendi com as pessoas que estavam próximas, ou que eu pensava estar. E não trato mais o sentimento como um peso a ser escondido, ou um fardo a ser carregado nas costas. Mas então, essa é a origem do meu individualismo. E o parágrafo a seguir mostra como acontece.
Minhas escolhas são minhas, ninguém pode fazê-las por mim. O que sou, fui eu que escolhi, com instrução ou não. Eu sou responsável por mim mesmo, e minha felicidade não deve depender de ninguém, a não ser de mim. A minha felicidade não está em ninguém, a grande questão é que "alguéns" podem ser os potencializador da minha felicidade.
Devido à essa liberdade individual expressa, creio eu, com bastante clareza, eu não gosto de ter nada cobrado. Por exemplo, se o indivíduo Alfa pergunta se o Beta esta bem, é natural que se responda de maneira simples, com sim ou não. Mas, se o Alfa quer saber ainda mais sobre o Beta, temos um problema. Se o Beta julga necessário o Alfa saber de alguma coisa, ele vai fazê-lo sem que o Alfa pergunte ou cobre alguma coisa. Me coloco no lugar do Beta. Se eu julgar Alfa alguém de confiança bem, senão, Alfa é um curioso pra mim. Por isso que o Beta não vai perguntar nunca coisas do tipo, pois assim estaria infligindo a liberdade alheia, ou a resposta poderia sair de uma forma que não fosse espontânea e obtendo uma resposta "falsa" (mascarada, do tipo "influenciada"). E necessário que Alfa procure Beta por espontaneidade, e não por que esse o procura. Aah, esse alguém de confiança... Pois bem, isso é outro ponto.
Eu julgo alguém de confiança independentemente se ele passa por testes (e eu nem os faço) ou não, eu julgo ser de confiança alguém por sua natureza, e não tento modelá-lo no sentido de "pra ele ser confiante ele tem que ser dessa forma". Não! As pessoas são dos mais variados tipos! E eu devo respeitar elas do jeito que elas são, no sentido de que ou eu julgo ela confiante dessa forma ou simplesmente não, e não exijo que ela seja de tal forma pra que ela seja confiante. E é bom lembrar também que eu julgo alguém sem esperar dessa pessoa relação recíproca, isso é o não esperar do outro, o contrário sim seria egoísmo, ou não?! Se alguém é solitário é por que escolheu desta forma, pois ele tem a liberdade de escolher seus amigos. Mas ele deverá primeiro aprender a não esperar dos outros. E o que fica de aprendizado é: se sou infeliz, a culpa é minha e de mais ninguém! Você é responsável por si, já diria Sartre.
Depois, então, um pouco do velho e bom Acid Rock: Somebody To Love - Jefferson Airplane
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Resenha: "A máquina do tempo"
Abrindo uma nova sessão para o blog, passarei a postar algumas resenhas de livros, a começar por "A máquina do tempo", por H. G. Wells.
Para que possamos entender melhor o livro, devemos compreender a situação do autor no momento da produção. Inglaterra 1895: finalzinho da Era Vitoriana, quando a Inglaterra estava no ápice da exploração, com o Imperialismo, mal que consome nossa sociedade até hoje. E por erudito que era nosso autor, ele nos transmite a sua ideia acerca de um futuro de forma bastante particular, recheado de crítica ao imperialismo; é visível ao longo do texto a bagagem historiográfica que o autor transcreve, que da um toque mágico na trama.
Da obra essa é a chave: “É uma lei da natureza que negligenciamos: a versatilidade intelectual é uma compensação pela mudança, pelo perigo e pela preocupação. Um animal perfeitamente em harmonia com seu ambiente é um mecanismo perfeito. A natureza não apela à inteligência até que o hábito e os instintos se tornem inúteis. Não existe inteligência onde não existe mudança, nem necessidade de mudança. Só animais que possuem inteligência encontram uma enorme variedade de necessidades e perigos”
O texto trás personagens bastantes influentes devido à suas profissões debatendo a questão do tempo, que nos intriga até hoje: "O que diabos é o tempo?"; "qual a essência do tempo?", "o que faz do tempo tempo?". Como dito, a profissão dos personagens é bastante importante, pois cada um opinará de forma bastante singular. Então, o Viajante do Tempo, personagem central da história narra seu deslocamento temporal, após uma viagem, para seus companheiros, contando com riqueza de detalhes a aventura, mostrando pra onde foi e o quê encontrou, também como ele se movimentou por lá. Todas essas descrições são bastante importantes para entender o enredo por completo, e principalmente entender a crítica feita à sociedade. É surpreendente o tipo de “Terra” que ele encontra na viagem! Coisas que não podemos julgar quanto à negativo ou positivo.
Por trás da história, devemos perceber que o narrador mostra o pensamento em diversas situações de um típico inglês da época e pra reforçar, uma citação: “(...) sou muito ocidental para uma longa vigília. Poderia trabalhar num problema por muitos anos, mas esperar inativo durante 24 horas – essa é outra questão”. É possível notar sem problemas a questão da repressão apolínea (usando o termo de Nietzsche) do indivíduo europeu dessa época.
No entanto, se você procura saber sobre o próprio tempo, sobre uma possível funcionalidade da máquina do tempo, sinto muito em dizer-lhe, mas “A Máquina do Tempo” não atenderá suas expectativas, pois, no enredo ela é usada como um “órganon” para a aventura e críticas. Sobre a máquina em si quase nada é falado. Enfim, um texto rico em conteúdo e espírito.
E para acompanhar a resenha, uma música nada mais sugestiva: "Time Machine", por Satriani:
Para que possamos entender melhor o livro, devemos compreender a situação do autor no momento da produção. Inglaterra 1895: finalzinho da Era Vitoriana, quando a Inglaterra estava no ápice da exploração, com o Imperialismo, mal que consome nossa sociedade até hoje. E por erudito que era nosso autor, ele nos transmite a sua ideia acerca de um futuro de forma bastante particular, recheado de crítica ao imperialismo; é visível ao longo do texto a bagagem historiográfica que o autor transcreve, que da um toque mágico na trama.
Da obra essa é a chave: “É uma lei da natureza que negligenciamos: a versatilidade intelectual é uma compensação pela mudança, pelo perigo e pela preocupação. Um animal perfeitamente em harmonia com seu ambiente é um mecanismo perfeito. A natureza não apela à inteligência até que o hábito e os instintos se tornem inúteis. Não existe inteligência onde não existe mudança, nem necessidade de mudança. Só animais que possuem inteligência encontram uma enorme variedade de necessidades e perigos”
Por trás da história, devemos perceber que o narrador mostra o pensamento em diversas situações de um típico inglês da época e pra reforçar, uma citação: “(...) sou muito ocidental para uma longa vigília. Poderia trabalhar num problema por muitos anos, mas esperar inativo durante 24 horas – essa é outra questão”. É possível notar sem problemas a questão da repressão apolínea (usando o termo de Nietzsche) do indivíduo europeu dessa época.
No entanto, se você procura saber sobre o próprio tempo, sobre uma possível funcionalidade da máquina do tempo, sinto muito em dizer-lhe, mas “A Máquina do Tempo” não atenderá suas expectativas, pois, no enredo ela é usada como um “órganon” para a aventura e críticas. Sobre a máquina em si quase nada é falado. Enfim, um texto rico em conteúdo e espírito.
E para acompanhar a resenha, uma música nada mais sugestiva: "Time Machine", por Satriani:
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Pequena reflexão
Eer, um dia desses eu peguei as folhas ficam soltas dentro do meu caderno pra poder reorganiza-las e lembrei de uma dúvida que eu tinha escrito pra perguntar ao professor, quando eu estava no primeiro período. Não é bem uma dúvida, seria mais uma reflexão, e eu de fato perguntei ao professor se tinha fundamento. Nesse dia o professor deu duas horas de aula só em função da minha pergunta. Se eu me lembro direito, ele terminou a aula e não me respondeu. Mas eu me lembro que ele disse que não era isso que eu tava pensando, mas ele justificava com coisas que não tinha muito a ver com o que eu perguntava, mal de professor desvirtuar sua pergunta, mas tudo bem. Esse dia foi legal, consegui debater com o professor, isso aumentou minha autoestima de fato. Eu trouxe aqui a pergunta pra quem se sentir apto responde-la ou mostrar algum posicionamento sobre a reflexão. Mas lembrando, a pergunta é sobre a filosofia de Platão, então eu não queria ser respondido por via de outros círculos.
Ser essa a pergunta. Notem o asterístico, acho que é essa a base da pergunta. Não sei se é por que eu acredito que formamos cada um de nós um só que eu pensei isso, mas depois que eu fui pensar nisso. Essa questão aí na qual eu acredito, eu não queria transformar numa questão teológica, na verdade eu não quero aceitar minha visão assim. Pra explicar um pouco melhor esse meu posicionamento, pelo pouco que eu conheço de Durkheim, não queria me arriscar a comprar com aquilo que ele chama de "integridade social", mas o termo é bem sugestivo e usa-lo-ei no meu escrito.
Então, a integridade social atingiria o seu máximo nível quando todas as pessoas se respeitassem, que cada um visse seu lugar e respeitasse assim como valorizasse os caminhos alheios. Onde, todos teriam consciência de si para com os outros. Sem mais maiores. É semelhante ao anarquismo, deu pra entender? Concordo que é utópico hoje para nós (com ênfase no "hoje" e no "para nós"!). Pois creio que, se a humanidade caminha para um futuro perfeito, por mais caminhos negativos que ela tome nessa jornada, a perfeita organização social é o anarquismo. Deixando essa de utopia um pouco de lado, mas por que sermos todos uno? Primeiro eu deixo claro que, do meu ponto de vista, a humanidade progride sempre por que eu acho que nunca queremos o mal, o pior, a negação do desenvolvimento. Mas é como eu falei, queremos o bem por mais que existam alguns que tragam todo desenvolvimento pra uma regressão.
Esses alguns que trazem a negatividade humanística só nos mostram a necessidade da experiência. É necessário que passemos por certas circunstâncias pra ficarmos preparados para o que tem por vir. Por isso que é importante o regresso na história para sabermos quem somos nós. Nós como um todo e nós como indivíduo personalizado. Personalizado mesmo, pois é seu meio que personaliza o indivíduo, como nos mostra Heidegger, com quem eu muito concordo sobre isso. Acho inegável a necessidade da história na formação do indivíduo por essas e outras ocasiões, por enquanto ficaremos só com essa. E, sobre esses 'negativantes sociais', eu prefiro acreditar que eles querem o bem da humanidade também, porém, de uma forma louca ou até mal instruída. Tipo, teve nego achando que ia salvar a humanidade se acabassem com os judeus. Essa seria uma forma má instruída de querer o bem. (acho que as pessoas inteligentes que lêem meu blog nunca pensarão que estou defendendo a xenofobia de Hitler, então não deixarei nenhum aviso)
Esclarecidos sobre a questão da humanidade sempre avançar e da necessidade do negativo como experiência com a necessidade do regresso histórico, podemos falar agora o por quê do sermos uno: se queremos o bem, queremos o bem para todos. Ou seja, deveríamos estar unido pelo bem comum, pelo desenvolvimento. O problema é: como achar um bem comum? Como agradar punks e progs ao mesmo tempo? Como de fato agradar gregos e troianos? Talvez esse não fosse um problema a ser pensado agora. Quando tivermos todos muito bem educados, conscientizados, instruídos, e consequentemente respeitosos e abertos à opinião alheia poderíamos chegar à um consenso. Eu creio que há sim um consenso, mas pra chegarmos à ele seria necessária uma grande integridade social.
Tenho uma frase anotada no meu caderno do escritor Hermann Hesse. Quem me conhece deve saber que eu curto muito seus livros. E deixo aqui um trecho do livro "Minha Fé", que não é um romance, conto ou novela, mas sim ele fazendo mais ou menos isso que faço agora só que de forma muito mais fundada, abrangente e complexa. Nesse livro eu percebo muitas ideias existencialistas, eu não sei muito bem sobre sua história mas, ele deve ter tido algum contato com Albert Camus e Sartre, mas não me arrisco a dar certeza sobre isso.Eu concordei com uns noventa e cinco porcento do que ele fala no livro, acho dizer isso importante, inclusive quero relê-lo. E quero aproveitar pra agradecer muito, muitíssimo mesmo, ao meu professor Jambo (prof. de português), quem me indicou e me deu esse livro! Ta aí o trecho:
Da pra pegar a idéia, né? Chega esse momento do post e alguns ainda devem estar se perguntando o que tem a ver a pergunta sobre a filosofia de Platão do início e a "unidade humana". A relação é que se somos partes de uma única alma, somos o uno que tentei expressar ao longo do resto do texto, e Platão já poderia ter pensado isso, que eu não acho muito difícil, uma vez que ele ta ali, junto de Parmênides com sua filosofia do "tudo é um e imóvel".
Pois bem. Poxa, acho necessário uma consideração final. Talvez eu tenha me expressado muito mal ao falar sobre essa minha ideia, sinto necessidade de amadurecê-la ainda. Pode ser até que eu nem acredite no futuro da humanidade (o que foi a base da idéia), mas uma coisa é certa, se há futuro, eu creio nisso. Isso tudo pode até ser um delírio, sei lá, mas... Bem, eu acho que se há algo muito claro que Platão tem nos ensinado é: o valor do diálogo, o amadurecimento das idéias através do diálogo. Não sei se disse bem, mas é Quase Isto!
Pra não perder o costume e fechar bem esse post, deixo aqui mais uma indicação de som. Como eu falei ao indicar Gang Gang Band, psicodelia só é bom quando é de monte! Não assista o vídeo se você tem aquela epilepsia... Mas faço questão de que você escute (e me fale o que achou), pois leva qualquer um às estrelas. É obvio que a turma do David Gilmour foram os primeiros a usar técnicas que culminaram no Space, mas pra mim, junto ao Hawkwind, o Ozric Tentacles é a banda que mais representa o estilo. Então vamos experimentar um pouco:
"Enquanto almas somos todos nós iguais, pois somos tão sábios uns como os outros. Poderíamos nos diferenciar através de interpretações, opiniões, da doxa, mas diante da sabedoria verdadeira isso não pode ser válido, pois para Platão, a verdade só é uma e nós a conhecemos enquanto alma (ou não?, para podermos nos relembrar quando buscássemos o conhecimento verdadeiro no mundo sensível). Retomando: somos todos iguais enquanto alma pois conhecemos a verdade. Sendo assim, a minha alma confunde-se com a sua. Então, o que difere você de mim? Posso dizer então que Platão defendia que antes de virmos ao mundo sensível fazemos parte de uma única alma*? Ou que nos diferenciamos apenas quando aqui (no mundo sensível)? Ou isso é um falso problema?"
Ser essa a pergunta. Notem o asterístico, acho que é essa a base da pergunta. Não sei se é por que eu acredito que formamos cada um de nós um só que eu pensei isso, mas depois que eu fui pensar nisso. Essa questão aí na qual eu acredito, eu não queria transformar numa questão teológica, na verdade eu não quero aceitar minha visão assim. Pra explicar um pouco melhor esse meu posicionamento, pelo pouco que eu conheço de Durkheim, não queria me arriscar a comprar com aquilo que ele chama de "integridade social", mas o termo é bem sugestivo e usa-lo-ei no meu escrito.
Então, a integridade social atingiria o seu máximo nível quando todas as pessoas se respeitassem, que cada um visse seu lugar e respeitasse assim como valorizasse os caminhos alheios. Onde, todos teriam consciência de si para com os outros. Sem mais maiores. É semelhante ao anarquismo, deu pra entender? Concordo que é utópico hoje para nós (com ênfase no "hoje" e no "para nós"!). Pois creio que, se a humanidade caminha para um futuro perfeito, por mais caminhos negativos que ela tome nessa jornada, a perfeita organização social é o anarquismo. Deixando essa de utopia um pouco de lado, mas por que sermos todos uno? Primeiro eu deixo claro que, do meu ponto de vista, a humanidade progride sempre por que eu acho que nunca queremos o mal, o pior, a negação do desenvolvimento. Mas é como eu falei, queremos o bem por mais que existam alguns que tragam todo desenvolvimento pra uma regressão.
Esses alguns que trazem a negatividade humanística só nos mostram a necessidade da experiência. É necessário que passemos por certas circunstâncias pra ficarmos preparados para o que tem por vir. Por isso que é importante o regresso na história para sabermos quem somos nós. Nós como um todo e nós como indivíduo personalizado. Personalizado mesmo, pois é seu meio que personaliza o indivíduo, como nos mostra Heidegger, com quem eu muito concordo sobre isso. Acho inegável a necessidade da história na formação do indivíduo por essas e outras ocasiões, por enquanto ficaremos só com essa. E, sobre esses 'negativantes sociais', eu prefiro acreditar que eles querem o bem da humanidade também, porém, de uma forma louca ou até mal instruída. Tipo, teve nego achando que ia salvar a humanidade se acabassem com os judeus. Essa seria uma forma má instruída de querer o bem. (acho que as pessoas inteligentes que lêem meu blog nunca pensarão que estou defendendo a xenofobia de Hitler, então não deixarei nenhum aviso)
Tenho uma frase anotada no meu caderno do escritor Hermann Hesse. Quem me conhece deve saber que eu curto muito seus livros. E deixo aqui um trecho do livro "Minha Fé", que não é um romance, conto ou novela, mas sim ele fazendo mais ou menos isso que faço agora só que de forma muito mais fundada, abrangente e complexa. Nesse livro eu percebo muitas ideias existencialistas, eu não sei muito bem sobre sua história mas, ele deve ter tido algum contato com Albert Camus e Sartre, mas não me arrisco a dar certeza sobre isso.Eu concordei com uns noventa e cinco porcento do que ele fala no livro, acho dizer isso importante, inclusive quero relê-lo. E quero aproveitar pra agradecer muito, muitíssimo mesmo, ao meu professor Jambo (prof. de português), quem me indicou e me deu esse livro! Ta aí o trecho:
"... a ideia de que a totalidade do mundo e uma unidade divina e que todo o sofrimento, todo o mal que nela existe está apenas no dato de já não nos sentirmos individualmente como partes indissolúveis do todo, do 'eu' se dar demasiada importância"
Da pra pegar a idéia, né? Chega esse momento do post e alguns ainda devem estar se perguntando o que tem a ver a pergunta sobre a filosofia de Platão do início e a "unidade humana". A relação é que se somos partes de uma única alma, somos o uno que tentei expressar ao longo do resto do texto, e Platão já poderia ter pensado isso, que eu não acho muito difícil, uma vez que ele ta ali, junto de Parmênides com sua filosofia do "tudo é um e imóvel".
Pois bem. Poxa, acho necessário uma consideração final. Talvez eu tenha me expressado muito mal ao falar sobre essa minha ideia, sinto necessidade de amadurecê-la ainda. Pode ser até que eu nem acredite no futuro da humanidade (o que foi a base da idéia), mas uma coisa é certa, se há futuro, eu creio nisso. Isso tudo pode até ser um delírio, sei lá, mas... Bem, eu acho que se há algo muito claro que Platão tem nos ensinado é: o valor do diálogo, o amadurecimento das idéias através do diálogo. Não sei se disse bem, mas é Quase Isto!
Pra não perder o costume e fechar bem esse post, deixo aqui mais uma indicação de som. Como eu falei ao indicar Gang Gang Band, psicodelia só é bom quando é de monte! Não assista o vídeo se você tem aquela epilepsia... Mas faço questão de que você escute (e me fale o que achou), pois leva qualquer um às estrelas. É obvio que a turma do David Gilmour foram os primeiros a usar técnicas que culminaram no Space, mas pra mim, junto ao Hawkwind, o Ozric Tentacles é a banda que mais representa o estilo. Então vamos experimentar um pouco:
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